Voltar ao blog
Conscientização4 min de leitura

Confiauto com Elas: o Conexão em que falamos sobre violência contra a mulher

No Conexão Confiauto, mais de 500 colaboradores participaram de uma iniciativa sobre violência contra a mulher, marcado pelo lançamento da campanha “Confiauto com Elas: você não está sozinha”.

logo confiauto com elas

Em agosto, tivemos mais um Conexão Confiauto, o encontro que reúne o nosso time para alinhar projetos, olhar resultados e reconhecer o trabalho de cada equipe.

Dessa vez, além de tudo isso, escolhemos usar a manhã para conversar sobre um assunto que raramente cabe em pautas de empresa, mas que faz parte da vida de muita gente: a violência contra a mulher.

Mais de 500 integrantes da Confiauto participaram do encontro, que também marcou o lançamento da campanha “Confiauto com Elas: você não está sozinha”.

Por que esse tema, e por que agora?

A escolha não foi por acaso.

Mais de 70% da nossa equipe é formada por mulheres. Por isso, falar sobre proteção à mulher é falar de colegas, amigas, mães e filhas, de pessoas que fazem parte da nossa própria história. O Gleisson Daltio resume bem o que pensamos: uma empresa não pode olhar apenas para resultado e faturamento. Também precisa olhar para as pessoas.

Proteção é o que fazemos todos os dias com os nossos associados, e não faria sentido deixar de lado quem está dentro de casa.

Quem conversou com a gente?

Para tratar do tema com a seriedade que ele pede, convidamos profissionais que lidam diretamente com situações de violência contra a mulher.

Participaram do encontro:

  • Delegada Millena Chaves Senhorinho, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Cariacica;
  • Dra. Argentina Leopoldina da Silva Neta Armantrout, do 16º Distrito Policial de Campo Grande;
  • Rafael Pacheco, ex-secretário de Estado da Justiça;
  • Cirlene Pereira Reis, assistente social da DEAM de Cariacica;
  • Coronel Douglas Caus, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo;
  • Edireusa Fernandes Silva, psicóloga do Centro Margaridas.

A presença desses profissionais ajudou a transformar o encontro em um espaço de informação, conscientização e diálogo.

A violência nem sempre começa com agressão física

Um dos pontos que mais chamou atenção foi o alerta sobre formas de violência que podem passar despercebidas no dia a dia.

A delegada Millena explicou que a violência psicológica e a violência patrimonial estão entre as formas recorrentes de violência contra a mulher. Humilhações, ameaças, chantagens e o gaslighting, quando o parceiro distorce fatos para fazer a mulher duvidar da própria percepção ou sanidade, são sinais de violência e não devem ser normalizados.

Também são formas de violência o controle do dinheiro, a proibição de trabalhar ou estudar e outras atitudes que retiram, aos poucos, a autonomia da mulher.

A Dra. Argentina também falou sobre a violência virtual, que pode envolver exigir senhas, monitorar o celular, espalhar boatos ou divulgar imagens íntimas sem autorização. São formas de controle que podem causar danos graves e profundos e que, muitas vezes, aparecem antes mesmo da violência física.

Acolher começa por saber ouvir

Reconhecer os sinais é um passo. Saber como agir quando alguém pede ajuda é outro.

A orientação da Dra. Argentina é clara: ouvir sem julgar, acreditar no que está sendo contado e não culpar a vítima. A mulher precisa se sentir acolhida e segura para buscar ajuda e recuperar sua autonomia, segurança e autoestima. Essa postura vale para todos: familiares, amigos e também colegas de trabalho.

Às vezes, uma pessoa não precisa de alguém que resolva tudo por ela. Precisa, primeiro, encontrar alguém disposto a ouvir.

O papel dos homens na prevenção

O debate também trouxe a responsabilidade dos homens na prevenção da violência contra a mulher.

As delegadas destacaram a importância de que os homens se posicionem diante de situações de abuso e atuem como aliados das mulheres. Nesse contexto, a Dra. Argentina citou o projeto “Homem que é Homem”, da Polícia Civil do Espírito Santo, que trabalha a conscientização e a responsabilização de autores de violência doméstica, buscando reduzir a reincidência.

Combater a violência contra a mulher não é uma responsabilidade apenas das mulheres. É uma responsabilidade de toda a sociedade.

Onde buscar ajuda?

Em uma situação de emergência, a orientação é ligar para a Polícia Militar pelo 190.

O Ligue 180 funciona 24 horas e oferece orientação e encaminhamento de denúncias. O atendimento também pode ser realizado pelo WhatsApp (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

No Espírito Santo, denúncias anônimas podem ser feitas pelo 181.

A vítima também pode procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou qualquer delegacia para registrar a ocorrência.

Se você ou alguém que conhece está passando por uma situação de violência, procure ajuda. Você não está sozinha.

E a conversa continua

O encontro foi apenas o começo da campanha, e não o fim dela. A Confiauto com Elas terá novas ações de conscientização, informação e apoio para dar continuidade ao tema dentro da empresa e também para a sociedade.

Como disse o Gleisson, talvez a maior vitória daquela manhã seja uma mulher ter saído dali entendendo que está vivendo uma situação de violência, que precisa procurar ajuda e que não precisa enfrentar isso sozinha.

Falar sobre violência contra a mulher é também falar sobre prevenção, acolhimento e informação. E uma informação compartilhada no momento certo pode fazer toda a diferença.

Se este texto chegou até você, compartilhe. Uma informação no momento certo pode interromper uma situação de violência.

Leia a matéria completa sobre o encontro

Confira a matéria completa na Folha Vitória